Rita Blanco: “O último filme do Canijo foi duro. Aquela personagem deixou-me zangada com o mundo, mas foi o melhor trabalho da minha vida”

É uma das atrizes portuguesas mais aplaudidas e premiadas. Rita Blanco já foi muitas mulheres na televisão, no teatro e no cinema. Só no grande ecrã já entrou em 59 filmes, muitos deles com a assinatura do realizador João Canijo, com quem prepara novo filme e nova peça de teatro, com uma história que se entrecruza. A atriz revela que a terapia recente a ajudou a arrumar o passado e a aceitar-se melhor a si e aos outros e conta como as filmagens do díptico “Mal Viver/Viver Mal” foram “muito duras”, que a deixaram zangada, mas que a levaram a superar-se como nunca antes. No futuro, Rita Blanco deseja estrear-se na realização, fazer teatro para crianças e ter um grande terreno para resgatar mais animais.

Em todas as entrevistas ou conversas, Rita Blanco nunca deixa de ser surpreendente, autêntica, destravada e, acima de tudo, generosa. Não só a falar de si como das causas que acredita e defende.

Rita afirma neste podcast que com a idade ganhou filtros, já não diz tudo o que pensa, porque considera que tantas vezes não vale a pena tal incómodo, mas continua a não resistir a responder a provocações. É incómoda, insubordinada e exigente com os poderosos, ao mesmo tempo que é empática e solidária com quem sofre injustiças e precisa de uma mão ou de uma voz aliada.

Em todas as entrevistas ou conversas, Rita Blanco nunca deixa de ser surpreendente, autêntica, destravada e, acima de tudo, generosa. Não só a falar de si como das causas que acredita e defende.

Rita afirma neste podcast que com a idade ganhou filtros, já não diz tudo o que pensa, porque considera que tantas vezes não vale a pena tal incómodo, mas continua a não resistir a responder a provocações. É incómoda, insubordinada e exigente com os poderosos, ao mesmo tempo que é empática e solidária com quem sofre injustiças e precisa de uma mão ou de uma voz aliada.

E chega a revelar as razões para ter sido “muito duro” para si o processo de preparação e filmagens do último filme “Mal Viver/Viver Mal”, e como se surpreendeu com o resultado. “Foi o melhor trabalho que fiz na vida.”

Logo no arranque desta conversa é referida também a sua participação na peça “A Farsa de Inês Pereira”, com texto e encenação de Pedro Penim. Uma criação pensada a partir da obra original de Gil Vicente, mas que foi transformada numa história do nosso tempo, a abanar alguns dos alicerces da sociedade contemporânea, nomeadamente o trabalho, a sexualidade e a célula familiar.

Rita conta aqui como encontrou neste grupo de atores, e em particular com Pedro Penim, um renovado gosto por representar em teatro depois da tristeza e desencanto com o fim da Cornucópia, a companhia de Luís Miguel Cintra e Cristina Reis, onde sentiu no passado transcender-se enquanto atriz.

Recordo que a primeira vez que a Rita conversou neste podcast, numa gravação feita no jardim do Museu de Arte Antiga, em Lisboa, contou que estava mais serena, que com a maturidade tinha largado carga, mas também que deixara de ter muitos sonhos. E ainda disse sobre a sua arte:

“Enquanto vivo outras vidas distraio-me da minha própria morte.”

Será que Rita ainda se reconhece nessa frase? Representar é, de alguma forma, fintar a ideia da mortalidade? Ou uma forma de escapar à banalidade de uma só vida? Será que, desde a última vez, surgiram novos sonhos e desejos no horizonte de Rita? Todas estas questões são respondidas nesta primeira parte, que conta ainda com dois áudios surpresa, com revelações e questões surpreendentes do ator e autor Hugo van der Ding e da atriz Cleia Almeida.

Como sabem, o genérico é assinado por Márcia e conta com a colaboração de Tomara. Os retratos são da autoria de Matilde Fieschi. E a sonoplastia deste podcast é de João Ribeiro.

A segunda parte desta conversa fica disponível na manhã deste sábado.

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