
O comentador da SIC, e antigo deputado do CDS-PP, justifica a decisão com três critérios: “proximidade ideológica, defesa do sistema democrático e aptidão para as funções”, considerando que esta eleição é uma escolha entre “moderados” e “radicais”.
Diogo Feio, apoiante de Luís Marques Mendes, anunciou, esta segunda-feira na SIC Notícias, que vai votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais. O comentador diz que o socialista é um candidato sério e que vai trabalhar pela estabilidade do país.
Depois de reconhecer que o resultado de Luís Marques Mendes “ficou aquém” do que era esperado, Diogo Feio argumenta que se baseia em três critérios para decidir o seu sentido de voto.
São eles a “proximidade ideológica”, a “defesa do nosso sistema de governo e dos direitos de liberdades e garantias” e ainda a “aptidão para as funções”.
“Apoio de forma ativa, não apoio a tapar a cara, não apoio com sais de fruto. Acho que é uma pessoa séria. É alguém que vai trabalhar para que o país tenha estabilidade, fazendo pontes com os partidos e com a sociedade”, elogia.
O comentador nota que esta segunda volta não se tratará de uma apenas “luta” entre direita e esquerda, mas sim entre “moderados” e “radicais”:
“A minha opção é sempre a da moderação. Eu não queria ver um dia Portugal presidido por alguém que considera o senhor Órban como um modelo a seguir.”
Montenegro “normaliza” o Chega?
Também no painel de comentadores, Nuno Ramos de Almeida considera que Luís Montenegro não pode agora “assobiar para o lado” relativamente à questão Seguro ou Ventura.
Critica ainda a estratégia” de Montenegro em relação ao Chega, estratégia essa que diz ser errada.
“Começou pelo não é não, depois tentou a estratégia de aproximar o Chega e de usar as suas bandeiras como forma de o esvaziar e, na verdade, está sempre a normalizá-lo”, critica.
José Gomes Ferreira concorda com a tese de que a neutralidade de Montenegro beneficie Ventura na segunda volta.
Abordando também o “não é não” ao Chega, José Gomes Ferreira diz que essa afirmação “já é história” e que, agora, o Governo fará “acordos pontuais”.