Depressão Marta “será muito difícil” com horas de “tensão”: ministra alerta populações junto ao Tejo, Sado e Mondego

Depois de um dia “particularmente difícil”, avizinha-se uma nova depressão. Entre a tempestade Leonardo e a Marta, “não há tempo nem condições de fazer descargas”, sublinha Maria da Graça Carvalho, o que dificulta o cenário no terreno. A ministra avisa que vão ser horas de “muita tensão e trabalho”.

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, alerta que a depressão Marta vai ser, à semelhança da Kristin e do Leonardo, “muito difícil” e pede especial atenção para as populações junto aos rios Sado, Tejo e Mondego.

Em declarações aos jornalistas a partir da sede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), adianta que a depressão Marta, que pode chegar a Portugal Continental ainda esta sexta-feira ou sábado de manhã, vai entrar pelo Sul, em Sines, em direção a Lisboa, o que significa que vai abranger a bacia do Sado e o Tejo, e seguir para o Mondego.

Vão ser horas de “muita tensão e trabalho”, prevê Maria da Graça Carvalho, uma vez que os terrenos “estão cheios de água e já não aguentam mais”.

“Temos de nos preparar para as consequências da Marta”, afirma, garantindo que o Governo tudo fará para que “impactos sejam os menores possíveis”.

A ministra do Ambiente admite que a situação vai ser “muito difícil” e confessa “muita preocupação” com o município de Alcácer do Sal, que está já “muito martirizado”.

Noutro ponto, a responsável avança que, do início de janeiro até ao arranque das tempestades e como forma de “preparação”, a APA fez descargas em barragens. Como comparação, exemplifica que descarregaram “mais do que 1 ano de água consumida pelos portugueses”.

Maria da Graça Carvalho garante que as descargas foram feitas “de forma muito coordenada” com os concessionários de produção de eletricidade.

Depois de um dia “particularmente difícil” [quinta-feira], em que o caudal do rio Tejo “quase duplicou”, avizinha-se uma nova depressão. Entre a tempestade Leonardo e a Marta, “não há tempo nem condições de fazer descargas”, sublinha a ministra, o que dificulta o cenário no terreno.

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