Uma mulher de 30 anos, motorista de autocarros, foi assassinada na madrugada de segunda-feira, dia 2 de fevereiro, em Lisboa, num crime que está a chocar colegas, familiares e a comunidade em geral.
A vítima, Edite Silva, trabalhava como motorista na Carris Metropolitana e dirigia-se para o local onde tinha estacionado a viatura para iniciar mais um turno de trabalho. O crime ocorreu num parque de estacionamento na Avenida de Ceuta, numa altura em que tudo indicava tratar-se de uma rotina normal antes de mais um dia de trabalho.
De acordo com a investigação, Edite Silva foi assassinada minutos antes de entrar ao serviço pelo ex-namorado, com quem tinha terminado a relação há poucos dias. O suspeito, também motorista na mesma empresa e ex-companheiro da vítima, terá aguardado pela sua chegada ao local, aproveitando-se do conhecimento detalhado das rotinas da mulher, após o fim recente da relação amorosa.
Segundo a Polícia Judiciária, o homem montou uma emboscada e efetuou vários disparos com uma arma de fogo, atingindo a vítima mortalmente e abandonando de imediato o local. As autoridades apontam para motivações passionais associadas à não aceitação do término da relação, que ocorreu há poucos dias.
Após o crime, o suspeito colocou-se em fuga de Lisboa rumo ao sul do país, mas acabou por ser localizado e detido pela Polícia Judiciária ainda no próprio dia. O homem será presente esta terça-feira a primeiro interrogatório judicial no DIAP de Lisboa, ficando a aguardar as medidas de coação a aplicar.